Quando estava triste, ficava só em seu quarto, abafando seus gritos e lágrimas no travesseiro. Ligava o som, chorava, cantava, gritava, sorria. Mariella sempre inconstante podia ir do céu ao inferno na maior velocidade. Isso acabava com sua mente, ela se destruía cada vez que sentia o fogo quente e voltava para as doces nuvens de algodão.
Adorava o frio e a chuva. Pensava como devia ser agradável fumar um cigarro na varanda vendo as gotas caírem no chão, apesar de nunca ter experimentado, tinha aquela boa sensação, nunca tivera vontade ou coragem o suficiente para fazer! O fato é que o frio a deixava imensamente disposta para tudo. Disposta para sair de casa e até visitar seus poucos “amigos” (Mariella ainda tinha dúvidas se realmente tinha amigos).
As mãos de Mariella eram extremamente geladas. Não importava a situação, não importava a temperatura. Mariella imaginava que espíritos seguravam sua mão para sempre, por isso elas eram frias. Talvez fosse alguém querido.
Extremamente mística. Acendia incensos mesmo sem saber o real significado daqueles pauzinhos pretos e cheirosos. Quando mais nova havia escrito uma carta para algum duende que pudesse ao acaso habitar sua casa, colocou dentro da gaveta de seu garda-roupas com a doce esperança de receber resposta: nada feito!
Para completar, Mariella acreditava imensamente em horóscopo. Seu signo? Gêmeos. Não poderia ser mais perfeito para se enroscar com sua instabilidade, inteligência e ironia. Acreditava que existiam duas dentro dela: uma extremamente bondosa e outra extremamente sádica. Quando fazia coisas consideradas feias, a sádica quem havia conseguido aquilo (na maioria das vezes, era a mesma que comandava tudo).
Esqueci de mencionar a velha mania que até hoje assombra Mariella: bater três vezes na madeira mais próxima quando pensava em morte de pessoas queridas, ou coisas que alguém já havia dito que era errado pensar.
. Sim, ela não tinha muito senso para diferir o certo do errado, achava que tudo, absolutamente tudo era relativo. Uma pessoa se mata por achar que vai para algum lugar melhor. Uma pessoa se mata porque quer, ela morre realizando uma vontade e coloca toda sua esperança em outros dias, que provavelmente na mente dela, serão melhores. Livre arbítrio para todos, era o que Mariella pregava para si mesma.
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Tô achando a Mariella uma figura. Não por achar engraçada, mas por ser diferente, ainda que nem tão diferente assim.
ResponderExcluirPoucas pessoas têm histórias tão comuns e fascinantes ao mesmo tempo.
ser instavel é complicado, principalemnte para as pessoas q nos cercam, sofro c isso... amigos, tb tenho minhsa duvidas...
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