sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Bom, essa história vai acontecendo de acordo com os dias, inspiração ou qualquer coisa do tipo. Palavras além da história serão digitadas em itálico, e ela não terá dias nem horas certas para ser atualizada. Espero que gostem!
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Mariella -Sem capítulos, sem final.

Mariella nunca havia se apegado a ninguém, achava a vida sentimental uma invenção das pessoas por algum motivo qualquer. Mariella acreditava que as pessoas só ficavam juntas por algum tipo de interesse, sendo que o interesse de uma parte acabaria primeiro, deixando a outra parte frustrada por não ter conseguido o que queria.
Nunca sentira por alguém nada especial, nada que a deixasse fora de si. Ela simplesmente já não morava dentro de seu corpo naturalmente, vivia fantasiando amigos, lugares, situações, e aquilo de alguma maneira a completava.
Sair de casa para o lugar ‘da vez’ era um sacrifício, odiava ficar sentada em uma mesa ouvindo assuntos fúteis, observando ações fúteis, bebendo bebida barata. Realmente as pessoas não conseguiam ganhar dela o valor ‘merecido’.
Receio era seu sobrenome, não confiava em ninguém. As pessoas conseguiram isso, as mesmas pessoas que falavam coisas ruins para entristecê-la, as pessoas que a julgavam por algum motivo, acendendo uma fogueira e queimando-a em público.
Mariella nunca foi explicita, sempre escondeu seus sentimentos. Não por vergonha ou qualquer coisa do tipo, ela não tinha necessidade de se expor nada a ninguém, ela vivia feliz em seu mundo, em seu mundo de fantasias.
Sempre sorria, não importava o quanto estava triste ou desconfiada, alguma coisa sempre a fazia rir, principalmente as irônicas. Ela sabia como ninguém rir das situações ridículas e constrangedoras, sempre fazia piada com cada uma, depois ria de si mesma e pensava ‘como eu sou ridícula!’.
Ridículo! Era isso que ela pensava do amor. “Para que serve o amor além de lágrimas falsas e algum sofrimento de troco?”. Nunca pensara em se envolver, nunca pensara em viver uma paixão intensa, isso era coisa de filmes água com açúcar ou novela mexicana. O amor era o ideal que todos procuravam, todos se enganavam por algo tolo! O amor era estereótipo! Mariella só amava sua mãe.
Nunca foi a primeira da turma, era sempre a “mais ou menos”. Não era boa em nada, nunca era péssima em nada. Mariella simplesmente vivia em cima do muro quando o assunto eram as coisas práticas da vida. Sim, as coisas práticas, pois Mariella não admitia ficar no meio de tiros trocados quando o assunto era além do real e entediante.
Gostava de viver com suas luzes piscantes, insetos gigantes, amigos imaginários, bandas de rock, viver intensamente? Mariella nunca havia pensando em sexo. Mariella sequer tinha um sexo.

4 comentários:

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  3. boa parte desse texto tem algo de mim também.
    já vi que eu e mariella temos muito em comum. continue me dando informações que eu já estou acompanhando esse livro! ;)

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  4. nossa esta ficando muito bom, e creio q isto tem em um pouco em cada menina de hoje...
    a maioria esta desacreditada no amor...


    depois passa la nos meus

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